Notícias
02.04.2009
Golpe de 1964 levou crianças ao exílio
O Fórum Permanente da Anistia em Pernambuco promoveu no dia 1º de abril, às 16h, no Monumento Tortura Nunca Mais, na Rua da Aurora, na Boa Vista, um ato de desagravo ao povo brasileiro pelos 45 anos do Golpe Militar de 1964. O evento ocorre há mais de 10 anos e se transformou numa aula de história e reconhecimento da resistência e luta pela democracia. O Fórum é composto por entidades não-governamentais, partidos políticos, organizações de estudantes e sindicatos.
A organização estima que cerca de 400 pessoas participaram do ato. Alunos e alunas da Escola Estadual Carlos Alberto Gonçalves de Almeida, no Prado, encenaram a peça teatral “1964, anos de chumbo”. De acordo com o Fórum, conhecer a história de um país, e refletir sobre ela, é essencial para evitar a violação de direitos humanos.
“Muitas pessoas podem não lembrar, mas o golpe militar no Brasil também levou crianças ao exílio.” A declaração do antropólogo Anacleto Julião de Paula Crêspo é o resultado de uma análise sobre as famílias obrigadas a sair do País, pelos militares, no período da ditadura militar. A dura realidade em que vivem muitas crianças no mundo, e outras injustiças sociais, motivou Anacleto Julião, familiares e amigos(as) a fundar o Movimento Infanto-Juvenil de Reivindicação – ONG com 18 anos de luta pelos direitos da criança, membro do Fórum.
Em 1989, as Nações Unidas lançaram a Convenção sobre os Direitos da Criança, reconhecendo o direito à nacionalidade e à identidade nos artigos 7 e 8. O Brasil assumiu o compromisso de garantir e criar meios para efetivar os direitos da criança em 20 de novembro de 1989, ao assinar a Convenção, e em 1990, ao promulgar o Estatuto da Criança e do Adolescente.
Fonte: Coord. de Comunicação do Mirim-Brasil
