share

COMPARTILHAR

15 de September de 2017

#Infância

A infância não é uma etapa transitória, diz diretor de instituto ligado à OEA

A infância é a primeira etapa de vida de um ser humano e vai do nascimento até os 12 anos de idade. Sendo assim, é uma fase passageira. Não para o psicólogo Víctor Giorgi, professor da Universidade da República, no Uruguai, e diretor geral do Instituto Interamericano de Meninos, Meninas e Adolescentes, organismo ligado à OEA (Organização dos Estados Americanos).

"A infância não é uma etapa transitória; é para toda a vida porque é só uma", declarou Giorgi durante o 7º Colóquio Latinoamericano e Caribenho de Educação em Direitos Humanos, realizado esta semana em Montevidéu, no qual o Mirim Brasil esteve presente.

Especialista na área de infância, Giogi foi convidado para falar sobre a primeira infância e os direitos humanos. Referindo-se aos adultos como "ex-crianças", o psicólogo apresentou um breve relato histórico sobre os direitos das crianças, no âmbito mundial, desde a Convenção sobre os Direitos da Criança, de 1989 --lei internacional ratificada por 196 países--, até 2004, quando o tema da primeira infância começou a ganhar atenção.

A primeira infância é o período que vai do nascimento até os seis anos de idade. É considerada uma fase decisiva e extremamente importante para o desenvolvimento da criança.

"O desenvolvimento pleno é um direito [da criança] e, se é um direito, precisa ser garantido", afirmou o professor. Giorgi destacou que "as crianças têm direitos pelo que são e não pelo que serão no futuro", criticando a visão muitas vezes economicista de governos que afirmam investir na infância tendo em vista os trabalhadores adultos que as crianças virão a se tornar.

Giorgi explicou que a garantia dos direitos das crianças pequenas passa necessariamente por propiciar a elas "entornos saudáveis", o que inclui "vínculos afetivos, interação de qualidade, ausência de violência, proteção, respeito e fortalecimento dos cuidadores e cuidadoras".

O professor chamou a atenção para a importância de "escutar as crianças", o que significa não apenas ouvir o que elas dizem, mas principalmente compreender o que elas não expressam por meio de palavras, seja por olhares, gestos ou silêncios.       

Para saber mais sobre o colóquio, acesse: www.redlatinadeedh.com.ar